16.12.06

Ás vezes pergunto-me, onde será que nos perdemos, se é que algum dia nos conseguimos realmente perder. Fico a pensar nos inúmeros olhares que trocamos, em todas as conversas e circunstâncias cúmplices que nos levaram a enlevar as mãos uma ou outra vez. Também me perco, a imaginar-te ao pé de mim, todos os dias como antes, penso nas vezes que te lembrarás de mim, de nós. Recordo as últimas coisas que me dizeste, as últimas mensagens que me escreveste, particularmente aquelas em que especificas-te que era para eu não responder. Tenho dias em que morro por te perguntar se ainda sentes a minha falta, se o teu coração ainda bate mais depressa de cada vez que eu me aproximo, se te sentes nervoso e com vontade de me sorrir quando falas comigo, quando estás perto de mim. E depois, no meio destas vontades todas, desta angústia que se instala à medida que reecontro fragmentos de episódios vividos, que fui deixando fugir ou simplesmente esquecendo ao longo do caminho, já não sei se penso em ti ou nas pessoas que tentei que se parecessem contigo, como se falasse metaforicamente para um retrato (fiel) de ti.

1 comentário:

Rita disse...

sabes que mais? gostei muito da forma como abriste o teu coração desta maneira tão linda. *