16.12.06

E o importante no meio de tudo isto, é saber que estiveste sempre ai, de uma maneira ou de outra, a tentar falar ou calar emoções que sempre me(nos) pareceram de mais. Não eram, não são nem vão ser ilusões; eram, são e vão ser sentimentos. Estivesse ao meu alcance a tua boca, o teu corpo, a tua pele num destes últimos dias e, eu arriscaria o meu orgulho e grande parte das minhas certezas e convivções para te mostrar e provar, que ao contrário do que nos parece, as coisas podiam ser bonitas. Muito mais bonitas do que um dia poderão ter sido, muito mais bonitas do que ás vezes, ainda são. Mas também é bom que saibas que não vou parar vidas por ti, que não me vou privar da brisa quente dos dias de verão, da chuva fria e do nevoeiro dos dias de inverno, nem do calor dos abraços, o qual pouco soubemos dar um ao outro. Não distribuo culpas. Não posso, nem quero viver, com essa cruz, de que um de nós falhou.

Hoje, adormeci e acordei com aquela sensação de que ficaram coisas por dizer, por fazer, que eu devia ter vivido mais uma hora neste ou naquele dia, que deiva ter mandado o tempo parar para eu não me atrasar (ainda mais).

1 comentário:

Rita disse...

o que realmente importa quase sempre é esquecido, por serem as coisas mais simples e banais. essas sem as quais não viveríamos.
um sorriso grande para ti :D