12.12.06

Sou uma céptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura. Grave e metódica até à mania, atenta a todas as subtilezas dum raciocínio claro e lúcido, não deixo, no entanto, de ser uma espécie de D. Quixote fêmea a combater moinhos de vento, quimérica e fantástica, sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida, num dom de mim própria que não acaba, não desfalece, não cansa!

Florbela Espanca


(para a Rita que embora possa não se identificar com o excerto, escreve textos deliciosos, quase que místicos, que eu adoro. como tal, gosto da escrita dela. da dela e da poesia da Florbela Espanca também*)

1 comentário:

Rita disse...

muito muito obrigada princesa. :')
és encantadora, aninha, se disser que és doce estaria apenas a minimizar...
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