17.8.07

A carta que chega tarde

Sabes agora que se passou mais de um ano sobre o que poderia ter sido a nossa história e que reli mensagens que ainda guardo tuas e também te revi e estive contigo acho que sei a razão pela qual não quis "avançar, para juntos, darmos sentido ao gostar-se um do outro". Tive medo do amor.
Tive medo da intensidade que cada palavra tua imprimia. Querias embriagar-me com as tuas frases, o teu amor que tanto tinha de viciante e convidativo. Quase conseguiste. Mas esperaste tempo demais ou então fui eu que mudei.

Eu poderia ter-te amado. Porque gostar de ti, sei que gostei. Foste e és-me ainda muito especial. Mas o amor recalcado que me ensombrava, as músicas, os locais que me faziam recordar esse amor, o mais marcante em mim talvez por ser o de adolescente iludida e deslumbrada impediram que a força e a coragem se transformassem em vontade e me levassem até ti, fazendo com o meu coração se abrisse para ti.
Porém, faltaram-me as palavras certas e defendi-me da pior maneira, magoando-te a ti. Fechei-me a ti, ao teu sentimento e a tudo de bom que ele (e tu) me poderiam ter trazido. E depois de algumas conversas e tentativas da tua parte, perdi-te. Não na totalidade nem para sempre, mas de certa forma uma parte de ti fechou-se para mim (porque eu quis dirás e, é verdade).

O que resta são as palavras que trocamos. Que nunca estarão gastas, e das quais, apesar de tudo, eu nunca me esquecerei. Nem de ti. Por isso, sabe-me tão bem pensar em nós no outro dia, numa noite quente na esplanada a tomar café e num passeio a colocar a conversa em dia, como bons amigos.

para um dos F da minha vida*

1 comentário:

Rita disse...

pensar no que poderia ter acontecido é uma tarefa injusta, difícil e sufocante..