20.2.07

já dizia a Grey e muito bem,

"erquer barreiras não significa manter as pessoas de fora, mas sim, manter-te a ti cercado"

(Às vezes, mesmo sem que nos apercebamos e sem que queiramos caimos na pura acomodação. Não que nos sintamos bem com o que temos, por vezes, queremos mais, faltar-nos-á algo, mas o comodismo de dizer "estou bem como estou" instala-se e começa a ganhar muita consistência. O medo ganha lugar de forma disfarçada. Sim, tenho medo das pessoas, dos lugares, da luz, da escuridão, da infelicidade, da dor, de me rasgarem por dentro e de me esmigalharem a alma sem nunca mais conseguir voltar a unir o coração despedaçado. Será que sentir a alma repuxada por dentro é sinal de euforia, por nos sentirmos vivo, ou pista para descobrir que se é eternamente insatisfeito?... Coração, coração, sossega, deixa-te dormir e não acordes. Aconchega-te ao meu peito e repousa. Se tiveres que acordar, que seja por breves instantes, como aqueles que nos roubam violentamente momentos nocturnos de paz, mas que tão depressa como nos roubam nos devolvem, repentinamente, a quietude e a plenitude dos sonhos.)

1 comentário:

Rita disse...

ana que bonito. sabes, é sempre bom vir aqui. beber do teu mel, conhecer um coração desprevenido igual a todos os outros mas tão especial e singular. para ti, desejo-te inconformismo, que é a chave para a inovação, para a concretização de sonhos, para as melhores coisas da vida =) *