
Mas quase nunca conseguimos segurar e ter nas mãos, as curtas-metragens das nossas vidas nem as voltas tresloucadas do nosso coração... Então pedi-te que te fosses embora, para não ter que sentir que te deixei e para me conseguir iludir de que os meus passos tinham a convicção certeira de quem sabe para onde vai...
E não te vou dizer que é sempre bom, porque estaria claramente a mentir. Mas é quase sempre. É verdade que há dias em que se me corta o coração, de não puder sentir tudo de uma vez. No entanto, não ia conseguir que fosse de outra maneira. Não ia conseguir viver cheia de certezas e vontades mesquinhas que me sufocariam e me fariam andar numa corda ainda mais bamba.
Assim, estou cada vez mais apegada a estas vontades que emanam do chão, mas que nunca me prendem a ele nem me deixam voar de mais... Estas, que chamam o coração para o lado da razão de cada vez que ele fica mais do teu lado do que do meu...
Ás vezes, gostava que ele percebesse que estamos quase sempre do mesmo lado.