
Passamos boa parte da nossa vida a quebrar correntes, a cortar cabos, a arrancar raízes, a ensaiar fugas de corredores apertados, escapadelas e desvios de caminhos sinuosos, apenas para chegar à sentinela que irá proteger o nosso tesouro. E quando o encontramos sentimo-nos em porto seguro, aconchegados, protegidos e em paz. Somos invadidos por uma serenidade inexplicável, incomensurável e uma alegria imensa. É nestas alturas, em que se dá o salto para o escuro, que deixamos de confiar o nosso tesouro só em nós, para o partilhamos com alguém, sob risco de se não o fizermos ficarem degraus por subir.