15.7.07

A nova do Jorge Palma


"Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim."

6.6.07

Guardiães de Tesouros


Passamos boa parte da nossa vida a quebrar correntes, a cortar cabos, a arrancar raízes, a ensaiar fugas de corredores apertados, escapadelas e desvios de caminhos sinuosos, apenas para chegar à sentinela que irá proteger o nosso tesouro. E quando o encontramos sentimo-nos em porto seguro, aconchegados, protegidos e em paz. Somos invadidos por uma serenidade inexplicável, incomensurável e uma alegria imensa. É nestas alturas, em que se dá o salto para o escuro, que deixamos de confiar o nosso tesouro só em nós, para o partilhamos com alguém, sob risco de se não o fizermos ficarem degraus por subir.

5.6.07

*sweet heart beat*

Eu só quero que voçê saiba
Que eu estou pensando em voçê
Agora e sempre mais

Eu só quero que voçê ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintoma de saudade
Tô pensando em voçê
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de voçê
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que voçê caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais

Eu só quero que voçê siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintoma de saudade
Tô pensando em voçê
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de voçê
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que voçê saiba
Que eu estou pensando em voçê
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

A Sua, Marisa Monte

31.5.07

*SHB*

"Ain´t no sunshine when she´s gone.
It´s no warm when she´s away.
Ain´t no sunshine when she´s gone
And she´s always gone too long anytime she goes away.

Wonder this time where she´s gone,
Wonder if she´s gone to stay
Ain´t no sunshine when she´s gone
And this house just ain´t no home anytime she goes away.

(...)

Hey, i ought to leave the young thing alone,
But ain´t no sunshine when she´s gone, only darkness everday.
Ain´t no sunshine when she´s gone
And this house just ain´t no home anytime she goes away."

*SHB*

"It might not be the right time
I might not be the right one
But there´s something about us i want to say
Cause there´s something between us anyway"

3.5.07

entre corações e palavras

Não te vou tirar dos braços a que pertences, que te envolvem e, se entrelaçam no teu corpo aos fins-de-semana, nem vou abdicar de me deixar entrelaçar e abraçar por uns braços que não os teus, mas que me fazem feliz, me transmitem segurança, cumplicidade... (e mais qualquer coisa de especial).

22.4.07

"It could be sweet, like a long forgotten dream."

Apareces-me à frente com a leveza com que o fazes todos os dias, movimentas-te com um à-vontade quase irreal, cumprimentas e falas com todas as pessoas com quem te cruzas sem qualquer problema, distribuis sorrisos, apertos de mão, beijinhos, que me fazem rir, de cada vez, que espero por ti mais um ou outro minuto, enquanto cumprimentas alguém.
Sabes, sabe-me bem ter estado contigo nestes últimos dias; ter conversas banais, discutir ideais, projectos de vida enquanto te olho com um sorriso meio embeveçido e repito para mim que és um lunático e um utópico amador.
Quero acreditar que melhor é sempre possível, e por isso não vou usar o para sempre, se te tenho aqui hoje. Não vou pedir para ficares eternamente sabendo eu que ficas hoje, amanhã e enquanto para ti o "nós" fizer todo o sentido.
É, é bom saber que existem pessoas assim, que nos fazem sorrir quando pensamos nelas, mesmo que seja pelo mais ínfimo e ilusório pormenor.

1.4.07

entre corações e palavras

tenho ciúmes de quem te percorre o corpo e te faz ferver, de quem se atira nos teus braços e te tira de mim. de quem te quer tanto como eu e até te tem mais tempo por perto, enquanto eu me perco sozinha e esqueço de ti. mas agora tenho um medo terrível de que esse alguém se mude de cunha e mala para o teu coração, ocupe um espaço que lhe parece destinado (e que está neste momento por ela ocupado). não quero vir a sofrer o amor que nutro por ti em vez de o viver sem pensar, de o fazer todos os dias, entre corações e palavras.

31.3.07

Girlfriend

You´re so fine
I want you mine
you´re so delicious
I think about you all the time
you´re so addictive
Don´t you know what I can do to make you feel all right?

13.3.07

tenho



um coração saudosista, que dá cabo de mim.

11.3.07

28-10-2006


Sinto-te perto, sinto-te longe, não sei. Sinto, sobretudo, a tua falta. E tudo o mais que não disse, não se perdeu, senti-o. A parte mais difícil foi ver desvanecer-se, foi não fazer parte. Não mais quis que ter-te, amar-te. Incondicionalmente.

21.2.07

também Ontem

E é por saber que estiveste à distância de um abraço, de um simples gesto que não suporto a ideia de estar aqui, de me negar ao que mais quis na altura: sentir-te comigo. Mas acho que só quando te sentir perdido, irremediavelmente perdido (e já sinto, porque como diz a sabedoria popular "longe da vista, longe do coração") para quem te souber dar a atenção que pedias, ou para sempre, é que vou chorar e lamentar o desespero de nunca, ou quase nunca ter feito nada. Hei-de dizer então, que há quem precise de ti mais do que eu jamais precisei (é uma boa desculpa para uma dor sem remédio).

Ontem


(...)

A que deuses te devo, se te devo,
que espanto é este, se há razão pra ele?
Como te busco, então, se estás aqui,
ou, se não estás, porque te quero tida?
Quais olhos e qual noite?
Aquela
em que estiveste por me dizeres o teu nome.


Pedro Tamen

20.2.07

já dizia a Grey e muito bem,

"erquer barreiras não significa manter as pessoas de fora, mas sim, manter-te a ti cercado"

(Às vezes, mesmo sem que nos apercebamos e sem que queiramos caimos na pura acomodação. Não que nos sintamos bem com o que temos, por vezes, queremos mais, faltar-nos-á algo, mas o comodismo de dizer "estou bem como estou" instala-se e começa a ganhar muita consistência. O medo ganha lugar de forma disfarçada. Sim, tenho medo das pessoas, dos lugares, da luz, da escuridão, da infelicidade, da dor, de me rasgarem por dentro e de me esmigalharem a alma sem nunca mais conseguir voltar a unir o coração despedaçado. Será que sentir a alma repuxada por dentro é sinal de euforia, por nos sentirmos vivo, ou pista para descobrir que se é eternamente insatisfeito?... Coração, coração, sossega, deixa-te dormir e não acordes. Aconchega-te ao meu peito e repousa. Se tiveres que acordar, que seja por breves instantes, como aqueles que nos roubam violentamente momentos nocturnos de paz, mas que tão depressa como nos roubam nos devolvem, repentinamente, a quietude e a plenitude dos sonhos.)

15.2.07

Confidências II

"De tempos a tempos tenho desiluções. Recebo aquele pontapé fatal no coração que me faz repetir a partir desse momento: "não quero mais saber disto, o amor não existe!". Mas com o passar do tempo e dos acontecimentos, as cicatrizes começam a esbater-se e sem me dar conta, vou abrindo as portas a alguém que devagar, devagarinho, pé ante pe, entra na minha vida e, quando finalmente dou por mim, já ele me agarrou por dentro.
Convencida que desta é que é, escancaro portas, janelas e clarabóias para que ele veja, para que ele entenda o sentimento que levo dentro de mim, que quero levar até ele. Estendo-lhe a mão e senti-la dentro da dele é uma das melhores sensações do mundo. E de repente, o meu coração está nos meus e nos seus dedos, nas minhas linhas que se cruzam com as linhas da vida dele, do amor dele, da sorte dele.
Mas, por qualquer razão, com a mesma leveza com que se aproximou, ele afasta-se. Ele, o amor, esse elemento que tantas vezes nos trama e teima em prometer aquilo que acaba por não nos conseguir dar. Pois ainda houve um tempo eu que eu te quis dar a mão. Mas agora, agora não. Já não te quero dar a mão.
Estou em tempo de desilução."

11.2.07

Confidências

"Ultimamente ele surge à minha frente (seja no dia-a-dia, seja em sonhos) muito mais vezes que o previsto. Só não surgem borboletas na barriga porque num corpo que tenho à minha frente, não és tu quem eu vejo, nem sou eu que te tenho."

8.2.07

sem título

O sorriso mais desenfreado e traquina pode provocar as paixões mais avassaladoras. O abraço mais simples e espontâneo pode trazer-nos o maior conforto. Um olá de sorriso franco e aberto pode dar-nos forças para enfrentar qualquer adversidade quotidiana. Um beijo pode corromper todos os estereótipos e ruir todas as defesas que possuimos. Uma música pode relembrar-nos cheiros, pessoas, situações, locais e transportar-nos para outra dimensão. Uma ida rotineira para a escola pode transformar-se na melhor de todas se tivermos a melhor companhia de sempre. Os raios de sol que se intrometem por entre as frechas das nuvens nestes dias cinzentos, fazem-nos sentir que existe sempre esperança. Os imprevistos e as coisas mais incomuns que nos possam acontecer dão-nos bagagem para novas peripécias e experiências. Um telefonema inesperado pode culminar na melhor conversa do dia...

(Porque é que o coração ultrapassa tantas vezes a razão?)

24.1.07

Eu tentei ficar, juro que tentei.


Mas quase nunca conseguimos segurar e ter nas mãos, as curtas-metragens das nossas vidas nem as voltas tresloucadas do nosso coração... Então pedi-te que te fosses embora, para não ter que sentir que te deixei e para me conseguir iludir de que os meus passos tinham a convicção certeira de quem sabe para onde vai...
E não te vou dizer que é sempre bom, porque estaria claramente a mentir. Mas é quase sempre. É verdade que há dias em que se me corta o coração, de não puder sentir tudo de uma vez. No entanto, não ia conseguir que fosse de outra maneira. Não ia conseguir viver cheia de certezas e vontades mesquinhas que me sufocariam e me fariam andar numa corda ainda mais bamba.
Assim, estou cada vez mais apegada a estas vontades que emanam do chão, mas que nunca me prendem a ele nem me deixam voar de mais... Estas, que chamam o coração para o lado da razão de cada vez que ele fica mais do teu lado do que do meu...

Ás vezes, gostava que ele percebesse que estamos quase sempre do mesmo lado.


17.1.07

Desleixamo-nos, fazemos de conta, criamos certezas inexistentes, inventamos o sim tentando esquecer todos os nãos, e vingamos a ausência de quem nos escorregou por entre os dedos noutro alguém ou noutra qualquer janela que nos pareça facilitar a entrada de uma qualquer outra brisa. Aprendemos com o tempo e com as constantes ilusões e desiluções que não é o longe ou o perto que estragam os laços de gostar, mas sim os espaços vazios que se fazem questão de criar por entre todos os retalhos que existem cada vez que se gosta de alguém...
Mas mais tarde ou mais cedo vemo-nos enredados em pedaços de nós mal explicados e assim, te vais tornando o ausente de todos os ausentes.

Mas é sempre assim que acontece não é?