26.5.06

.3.

This is what i´ve learned so far
Everything is grey
Few things are forever and it hurts when good things fade
You can´t be my everything
And i´m not half of you
But you can make it all worth while and that´s why i love you...

When you look at me, am i incomplete
And i am missing something everybody else can clearly see
When you look at me...

I have tasted happiness
The innocence of joy
Do we pay a price for every moment we enjoy
I could make you promises
But even i can´t say if everything i feel for you
Will never go away

When you look at me, am i incomplete
And i am missing something everybody else can clearly see
When you look at me...

Will you be my everything, maybe just this time
We can really think that i am yours
And you are mine
I am yours and you are mine...

16.5.06

Coração


Sim, porque apesar de tudo, apesar de tudo o que eu, tu e o "nós&outros" sabe, eu acredito que o amor existe. Sim, acredito nele, tal como acredito nas paixões. E se querem que vos diga, paixões há muitas mas amor, amor há só um.
E sei que ambos fazem sofrer. Mesmo muito. Poder-nos-ão levar a ultrapassar os nossos próprios limites, quebrar barreiras, alcançar metas imaginárias, mas nele (no amor) nada é impossível, só algumas coisas se apresentam como pouco prováveis. Levar-nos-á também a colocar em causa os nossos princípios que por vezes, esmiuçamos até não restar convicção alguma.
Mas também nos fazem sorrir. E preenchem-nos, enchem-nos e completam-nos. Chamem-me emocional, sonhadora, idealista, lamechas e mais uns quantos adjectivos do género, não me importo. Ainda acredito na partilha e entrega de um espaço, de um tempo vivido a dois, de um sentimento, de um (só) coração.
Porque sim, é o que realmente dizem. São as emoções e os sentimentos que fazem girar o meu mundo... são elas que me fazem viver: sentir, sorrir, chorar, rir, cair, levantar, continuar e quem sabe recomeçar.
Ainda acredito que é possível viver um conto de fadas, uma paixão avassaladora, um amor no qual se acredite, pelo qual se lute com a certeza de que embora tudo seja efémero, ele poderá durar para sempre, resistindo ao frio, à chuva, ao vento, ao calor e ao próprio Homem. Não deixem voçês de acreditar também...

13.5.06

.2.

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentido cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo o que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

2.5.06

.1.

Hey guy - you´re the one for me
Your face - the sweethest thing i´ve ever seen
Stop by - dedicate to me
Your time - your time

At night - it really gets to me
I find nobody is here with me
Stop by - say you´ll stay with me
You´re the one i really miss

Every single day - single hour
I can see your face - single day
Every single day - single hour
I can see your face - single day
Every single day - single hour
I can see your face - single day
Every single day - single hour
I can see your face - single day

Hey guy - you´re the one for me
Those eyes - the loveliest i´ve haver seen
Stop by - just to say to me
You´re mine - you´re mine

This time lay some love on me
I´m blind - to anything surrounding me
So fine when you´re next to me

You´re the one i can´t resist

1.5.06

Ao olhar hoje para as tuas fotografias deparei comigo a cair numa vertigem fria de sentimentos e recordações. Sabes, é comum eu apaixonar-me muitas vezes ao dia, demasiadas vezes se assim se pode dizer e, é sempre por muitas pessoas, por muitas coisas, por muitos momentos, por muitas músicas. Sigo quase sempre os meus impulsos para o bem e para o mal e penso em tantas coisas ao mesmo tempo que as palavras não chegam para tudo. A mesma coisa acontece quando inicio em simultâneo mais que um projecto, que ficam pendentes, porque entretanto descobri outros, ainda melhores e, é a esses que me dedico.
Tu não és nem nunca foste um projecto. Mas eu apaixonei-me por ti, pela praia, pela noite, pelo ambiente, pelo nascer do sol. Assim, sei que fiquei presa a ti embora me tenhas atado mas não me tenhas prendido... Deixaste-me escapar porque nunca me quiseste ter e, eu é que interpretei as coisas mal. Hábito comum também à minha pessoa. É como as músicas. Há letras que só me caem dos dedos quando a mudança espreita e há frases que só percebo quando algo me falta. Há músicas que só canto na minha tristeza e melancolia e há momentos em que desejo recuperar os estados de espírito que deixaram saudades.
Queria recuperar-te agora. Não sei bem porquê, porque desconfio que a conversa acabaria por não fluir, mas mesmo assim, era bom ter-te por perto. Poderia dizer-te que para mim, tens um cartaz invísivel colado na testa: "Cuidado, não te aproximes que eu não saberei colar os pedaços que partirei em ti." Colado na testa e subentendido no olhar e no sorriso matreiro. A minha atracção inevitável pelo abismo poder-se-á explicar se eu conseguir observar na 3ª pessoa a minha relação contigo.

20.4.06

flpj

Fica. Fica só mais um pouco, fica só mais um pouco neste momento perfeito. Só assim poderemos apreciar os primeiros raios de sol da manhã clara, o primeiro nascer do sol que os meus e os teus momentos têm (talvez o único). E a manhã corre. E o dia passa. O tempo escoa e entre nós as palavras não acabam, os abraços não cessam, os sorrisos não se perdem, os olhares não se acalmam e as mãos não serenam. É disto que a nossa vida é feita... Destas pequenas particularidades que nos preenchem (e preenchem tanto).

Fica. Fica só mais um pouco, fica só mais um pouco neste momento perfeito. É que hoje, hoje é o último dia...

13.4.06

Dia Bom

Hoje acordei tarde, deixei-me dormitar ao de leve, sonhei contigo durante toda a manhã, não consegui saltar para fora da cama mas também não me entreguei a ela sem resistência. Enrolei-me aos lençóis como se eles fossem os teus braços, simbolizassem os teus abraços. Enrolei-me tanto que no enleio parecia que eles me queriam abraçar de uma forma tão nobre e doce, que era eu que os moldava ao meu próprio corpo. Abraçei-os, abraçei-te, rebolei neles e senti a tua face. Um pouco áspera (talvez devido à barba por fazer), que me fez cocégas e me soube bem. Por entre as pernas, os lençóis, uns e outros entrelaçados, tanto que já não sabia quem seria mais suave, se eles se tu, se eu se eles, se a minha idealização de ti ou simplesmente a minha fantasia de ti. Abri os olhos no escuro e por entre as frechas da presiana vislumbrei um dia soalheiro, que me encheu o peito. O sol intrometeu-se no quarto e fez-me pensar que foi pecado ficar na cama com o dia lindo que está lá fora. Mas não faz mal. Acordei bem. Sem me preocupar demasiado com o facto de te dares tanto e tão bem à minha memória... Lentamente vou costurando os retalhos do meu coração com linhas de sossego. Às vezes precisamos somente disso. De saber que as coisas têm o rumo inevitável, como os dias se sucedem às noites, como as estações do ano, como as fases da lua, como as marés, como a vida e a morte. Reconciliação. Acho que é a palavra mais serena que consigo encontrar para mim, hoje. E, é também, uma palavra recorrente na Páscoa.

12.4.06

!

Perdida por ti, preciso de me perder em ti ou de ti.

19.3.06

"Gosto"

Gosto de te ver a rir e a brincar, gosto do teu cheiro e do teu olhar, gosto de te ter sempre perto e de sentir que tudo está certo, de saber que afinal vale a pena acreditar que um dia a paz acaba por chegar, que não há esperas vãs nem dias perdidos, que todas as noites são de lua cheia e todas as manhãs estão cheias de ti, meu amor, quero-te, quero-te, quero-te.
Por isso abre as mãos e o peito, deixa-me ficar para sempre lá dentro, guarda-me em ti e espera sem esperar a cada dia que passar, que este meu amor intenso, doce e intemporal resista ao tempo, resista ao medo, resista ao mundo, resista a tudo e não precise de mais nada a não ser de TI, tu que és princípio e fim, que estás no meio de tudo, que atravessas a vida de mão dada comigo, tu de quem eu gosto, gosto, gosto.

Margarida Rebelo Pinto

26.2.06

(L)-te

O melhor que em nós existe não é nosso. Não depende de avaliações, porque não resulta daquilo que sabemos, do que conquistámos ou do que podemos apropriar-nos. Por isso, amar é dar o melhor de nós mesmos. Quanto mais usufrímos do que somos e temos, sem reclamar pelo que não nos é dado, mais inteiros estamos e mais verdadeiro pode ser o amor, que através de nós, se espalha.
Há uma grande diferença entre apreciar a companhia de alguém e amar essa pessoa: olhá-la tal como ela é, independentemente do lugar que ocupa no mundo, da forma como orienta a sua vida e do facto de nos ser útil seja em que campo for. Por conseguinte, só a partir desta consciência, desta linha, ténue na maioria das vezes, que separa ambos os factos, percebemos que, para que o verdadeiro amor possa fluir por entre as malhas e incertezas da nossa vida, temos de ir aprendendo a despojar-nos da necessidade de pessoas que apenas gostem de estar conosco.
Embora, não possua grandes filosofias e experiências de vida, tenho a minha própria concepçcão sobre o amor. O verdadeiro, aquele que nos ensina, nos estimula, regenera e faz viver feliz, é o que sai de nós, por si só. É ao mantermos o nosso coração aberto que os outros podem recebê-lo, porque o verdadeiro amor é algo que, ao transbordar, preenche espaços vazios não porque o vazio o atraia, mas por ser inesgotável.
Em suma, é através da nossa pequenez que podemos dar e receber algo de grandioso, de ilimitado, de sem fim. Amar é essa abertura total do coração que nos permite deixarmo-nos assim conduzir. E, é por isso, e para isso, que importa dizer de forma tranquila e serena: Isto é o que eu sou. Hoje. E é para esta pessoa - não para nenhuma outra idealizada - que tenho de olhar sem fugir de nada que dela faça parte. Porque só aprendendo a amá-la cada vez com menos medo, poderei espalhar à minha volta, cada vez mais, o amor sem fim que em mim existe e que é, precisamente, o que me faz ser aquilo que sou. Hoje, amanhã e por aí adiante.

adaptado de "outra porta", por Maria José Costa Félix, Revista Xis

19.2.06

Estupidamente irresistível

- És tão formal...
- Porque é que dizes isso?
- É a forma como falas, como te explicas, medes e ponderas todas as palavras antes de dizeres alguma coisa...és muito sério.
- Pois, talvez seja. Mas isso é necessário, não achas?
- Acho, claro que acho. Moderação qb é sempre precisa. Senão estarias sempre a escorregar, a tropeçar nas malhas do coração e a dizer parvoiçes como eu...
- Parvoiçes?!
- Sim, do género da que te disse ainda à instantes...
- Aquela teoria estranha? (esboça um sorriso sarcástico e irónico)
- Não é estranha. Faz simplesmente sentido. Se eu soubesse porque é que gosto tanto de ti não gostava, entendes? É como te digo, gosta-se e pronto.

17.2.06


Eu quero estar lá quando tu tiveres de olhar para trás. Sempre quero ouvir aquilo que guardaste para dizer no fim. Eu não te posso dar aquilo que nunca tive de ti, mas não te vou negar a visita às ruínas que deixaste em mim. Se o nosso amor é um combate então que ganhe a melhor parte. O chão que pisas sou eu. O nosso amor morreu quem o matou fui eu.

Amor Combate*

16.2.06


Não disse nada porque não havia nada para dizer, amordacei as horas por preencher. Não disse nada porque não havia nada para dizer, eventualmente o peito deixa de doer. Hoje toquei num avião sem tirar os pés do chão. Não me deixes ver. Para além de ti não faz sentido.

Linda Martini, Lição de Voo nº1

10.2.06

Agradecimento/Desafio

Quero deixar uma palavra, um simples gesto, mas talvez capaz de resumir e esboçar aquilo que sinto, áqueles que lhes é dirigido, o meu total agradecimento pelas palavras (também elas simples) que por aqui deixam. Não sei, se sabem o que isso significa para mim, mas em todo o caso significa muito e, em muitos casos, as palavras enchem-me e preenchem-me. Obrigada. Um agradecimento particular à Rita do gxxvn e à segurademim.


E agora o desafio:

A segurademim, desafiou-me a enumerar cinco dos meus hábitos mais estranhos. Bem, confesso que tenho imensas manias ditas estranhas, mas aqui vão as que me ocorrem no momento:

1. Ler sempre a última frase de cada livro que leio. E se achar interessante e cativante, leio mais um pouco e "saltito" por entre as páginas, seguindo muito poucas vezes, a ordem dos capítulos.

2. Aumentar o volume da aparelhagem, do rádio do carro, do leitor de cd´s e afins, sempre que passa uma das minhas músicas preferidas. E cantá-la bem alto tendo consciência que a minha voz é uma completa cana rachada.

3. Apagar sempre, sempre sempre as "beatas" ou pontas dos cigarros que as pessoas inadvertidamente deitam para o chão.

4. Elogiar as pessoas, tecer-lhes comentários, favoráveis ou desfavoráveis admito, quase sempre no momento em que passam por mim. O que por vezes pode ser entendido da forma errada, mesmo que tenha sido dito com a melhor das intenções.

5. Enrolar aquele caracol que teima em estar fora do sítio (acabei de fazê-lo agorinha); ter sempre as persianas, portadas ou como lhes quiserem chamar meio entreabertas, mas mais ao cair para o fechadas nos horários das refeições, porque tenho sempre a vaga sensação de que os outros inquilinos dos prédios da frente poderão observar-me.

E agora, não passo o desafio a ninguém em particular. Quem quiser responder ou continuar enumerando cinco dos seus hábitos mais estranhos está à vontade. Eu só posso dizer-vos que até é divertido. *

3.2.06

Lá fora o mundo pode estar cinzento, pode fazer frio e vento, o céu pode querer desabar sobre as nossas cabeças mas a luz que vem dos teus olhos aquece mais que mil abraços. As tuas palavras têm aquele toque e aconhego especial que me lembra as tardes da minha infância quando no Inverno, a neve cobria toda a cidade. Sabes meu amor, com esse teu sorriso doce abres as portas à magia e eu abro-te as portas do meu mundo.
Quando te conheci decidi não pousar as mãos no teu corpo sem te sentir o coração. E não me arrependo, mas às vezes tenho medo. Sabes, tenho medo de não saber se sei amar. Quando nos conhecemos fizeste-me sentir que não pertencia aqui. Disseste que eu desejava demais, que criava expectativas que sairiam frustadas, sem sequer me dares qualquer hipótese para tentar ver se os nossos amores se tocavam. Foi tão confuso. Trouxes-te pessoas e nomes para a história que juntavas a trabalho, falta de disponibilidade e tempo para construir algo. Parecia que querias que eu abdicasse daquilo que sou. Porque eu sou aquilo em que acredito, aquilo que faço, penso e sinto. E eu sempre acreditei naquilo que sentia.
Portanto quando olho para trás e vejo que afinal valeu a pena não seguir a multidão errante, o rebanho que acha parvoiçe insistir e persistir numa felicidade de criança, sinto-me em paz. Hoje, e todos os dias em que mergulho no dourado dos teus canudos e devoro com o castanho dos meus olhos o azul-mar dos teus, só consigo sorrir. Sinto o sangue a circular mais rapidamente, a minha voz perde-se no emaranhado de palavras que te quero dizer e... acho que te amo. Com a solenidade e a plenitude que me permite dizer que o meu coração te pertence e que as minhas coisas, ao serem minhas são tuas também. Por isso, encosta-te ao meu peito e sonha... Prometo que não te arrependerás.

21.1.06

(?!)

"Podia dizer-te muita coisa. Podia dizer-te que me corres no sangue como droga que injecto nas veias ao acordar. Podia dizer-te que a minha voz te procura na escuridão dos meus demónios. Que eles são tu. Que o teu nome está em todas as ruas e que o teu cheiro me sufoca as narinas quando o meu coração tenta respirar. Podia dizer-te que a metafísica das coisas deixa de fazer sentido quando te sinto o quente das mãos e o doce do olhar. Podia dizer-te que te sei de côr, cada milímetro de pele, cada traço do rosto, cada sinal escondido, cada impulso nervoso que te corre no corpo, cada arrepio de sangue que te passa na alma. Podia dizer-te que gosto de ti como quem gosta de gostar e que és o frasco da vida que desejo sorvir a conta-gotas. É, eu podia dizer-te muita coisa. Mas hoje não me apetece. Não me apetece morrer outra vez."

18.1.06

,

"É sempre de manhã, depois de acordar e antes de abrir os olhos, que tomo consciência das minhas fragilidades.
Era nessas alturas em que faço um balanço impiedoso de mim própria, que deveria tomar as grandes resoluções da minha vida; mas estou sempre ensonada demais para evoluir e depois de lavar os dentes já não há nada a fazer: calço com os sapatos a personalidade da véspera e moldo-me sem resistência àquela plasticina parecida comigo."

Rita Ferro

11.1.06

Cleaning up the heart...

"Os deslumbramentos a haver são das piores coisas que podem acontecer. E a mim, bem a mim acontecem-me a cada segundo, a cada minuto, a cada hora que passa. Que mania esta, que eu tenho de pensar que as coisas podem acontecer e surgir na ilusão do momento e durar para sempre.
Andei a viver demasiado tempo absorta em ti, no tempo que tu me davas e atiravas, quando querias e quando podias. Custa-me admitir mas é verdade. Não sou racional ao ponto de conseguir deixar-me ir só até determinada altura. Se me envolvo em algo, dou o melhor de mim ou aquilo que julgo ter de melhor.
Penso sempre com o coração nas mãos, sempre sempre sempre. Faz bem ao mesmo, abrir-mo-lo de vez em quando, limpá-lo, retirar certas recordações e armazenar tudo outra vez. Reciclar sentimentos se assim, se pode dizer. Então eu só estou a executar aquilo em que acredito. A armazenar as coisas, a guardá-las com carinho e ternura. (...) Como te disse no Natal, as pessoas importantes e os bons momentos que elas nos proporcionaram não se esquecem. Contudo, há coisas que quero apagar, deitar fora. (...)
O que posso ter sentido durante uns breves instantes (e que às vezes ainda sinto) quando olho para os teus olhos de um cinzento-esverdeado e me perco neles, mais não é do que a irrealidade do presente. Sê feliz, vive, brinca, faz o joguinho de sedução...mas pára de olhar para mim. Quando nos cruzarmos, falarmos ou simplesmente me vires, não me olhes de novo com o teu olhar terno e brilhante, senão ainda perco a coragem e deixo-me levar...
Fico presa aquilo que me dás, mesmo correndo o risco de depois, tu ficares sem reacção, ao não saberes o que fazer com esta rapariga que se entregou e caiu de pára-quedas nas tuas mãos."

*Começo a ter a coragem necessária para desenterrar certas coisas, olhar para elas uma última vez e encaixá-las no seu devido lugar definitivamente.

8.1.06

Coisas que não interessam a ninguém.

Gosto de música. Gosto de pessoas. Gosto de livros, de os devorar de um sôfrego, de os sentir por entre os dedos, de lhes sentir o cheiro a cada página, de imaginar os cenários, de me perder neles, de fazer noitadas e directas por eles. Gosto dos deslumbramentos a haver. Gosto de enrolar aquele caracol mais irrequieto do cabelo que teima em estar fora do sítio. Gosto de rapar o tacho dos doces e das compotas da madrinha. Gosto de acordar e comer umas torradas estaladiças acompanhadas de um bom sumo de laranja natural. Gosto de conversar por conversar. Gosto do prazer que me dá escrever mesmo que depois apague tudo. Gosto de sonhar. De acreditar, de imaginar. Gosto que gostem de mim. Gosto de pequenos amores, aqueles amores tranquilos, sem pressas, cheios de rotinas pequeninas, a preencher o vazio dos dias. Gosto de estar com os que me são mais próximos. Gosto de me prender nos olhos de alguém, de tentar perceber o que há por detrás do olhar. Gosto dos meus amigos. Gosto de ir na rua, no metro, no comboio a observar as pessoas, a imaginar e a inventar histórias onde as enquadro. Gosto de cheiros doces, sensuais, quentes, um pouco adoçicados. Gosto de um caneca de café fumegante ao acordar quando tenho vontade de saborear algo bom. Gosto de sorrisos com covinhas. Gosto que se apaixonem por mim. Gosto de estar apaixonada todos os dias como se fosse o primeiro. Gosto de cócegas. Gosto de beijos, dos mais longos aos mais demorados, dos mais inocentes aos mais elaborados, dos mais doces aos mais sedutores. Gosto da água quente do mar em dias de chuva. Gosto de dormir. Gosto de não ter horas para acordar. Gosto de alfazema, sandalo e outros tantos cheiros. Gosto de incenso. Gosto da relatividade e da perspectiva das coisas. Gosto de rir a bandeiras despregadas. Gosto de sorrir, de ser feliz e de fazer feliz o outro. Gosto das folhas que caem no Outono, de as pisar e ouvir um estalar suave. Gosto de castelos em ruínas, palácios, casas palacianas e antigas. Gosto de antiquários. Gosto de observar desenhos. Gosto de amenas cavaqueiras sem príncipio nem fim. Gosto do silêncio do campo. Gosto de desafios, de me tentar superar. Gosto de chorar. Gosto de ser caprichosa. Gosto de recordações, de memórias, de baús, de cheiros e tralhas velhas. Gosto de sotãos. Gosto de falar em voz alta. Gosto de viajar, conhecer novos sítios, novas pessoas. Gosto de fazer zapping. Gosto de nomes completos, datas de nascimento, signos e horóscopos. Gosto do bater das ondas do mar nas rochas ao entardecer ou logo de manhazinhã, quando a praia está quase deserta e todo o areal espera ser percorrido. Gosto de um banho relaxante, com sais e velas. Gosto da sedução, o joguinho ao qual ninguém escapa. Gosto de olhar para ti. Gosto de te sentir por perto. Gosto de sentir saudades, daquelas que apertam o coração, o definham e regeneram. Gosto de lencóis brancos, que na manhã seguinte à cama ter sido feita de lavado se encontram amarrotados devido ao enrolar nas minhas pernas durante a noite. Gosto de acreditar em coisas inocentes, infantis, ingénuas, simples. Gosto de adereços. Gosto dos meus ganchos com borboletas, elefantes, bonecas, às riscas que encontro na secção de ganchos e afins infantis. Gosto de flores, de cheiros campestres, de jardins cheios de vida e repletos de cor. Gosto que me mimem e me beijem. Gosto de fazer meiguices e de as receber. Gosto de abraços. Longos ou demorados, fortes ou fracos, o que interessa é a intensidade. Gosto de sentir o meu coração a bater depressa, o sangue a afluir às maçãs de rosto, o sorriso a abrir-se de par em par quando me apaixono. Gosto da vida. Gosto de saber que o Universo é infinito. Gosto de ler artigos interessantes, de sublinhar, de anotar ao lado aquilo que me vem à cabeça. Gosto das minhas aulas de Português e de Psicologia. Gosto de Psicologia. Gosto quando me dizem que sou bonita. Gosto de refutar, discutir, argumentar e discodar. Gosto de opostos. Gosto de ajudar, de me sentir útil. Gosto de esparguete à bolonhesa, empadão de carne e peixe grelhado. Gosto de todo o tipo de salada. Gosto de espigas e searas. Gosto de ver o nascer e o pôr do sol. Gosto de passar uma tarde inteirinha a ouvir música. Gosto do frio de Janeiro e do céu estrelado. Gosto do verde e do azul. Gosto do arco-íris. Gosto de sentir, cheirar, ver, saborear. Gosto de relembrar e eternizar momentos. Gosto de ver um bom filme no cinema em boa companhia. Gosto de receber uma mensagem inesperada. Gosto quando me dizem "Olá". Gosto de dizer "acho-lhe piada", quando me começo a interessar por alguém. Gosto de sentir que a minha pele é macia e suave no encontro com o outro. Gosto de ouvir velhos cd´s esquecidos. Gosto do imprevisto. Gosto de dizer e repetir a palavra doce. Gosto de palavras. Gosto de andar pela Net sem rumo definido, a procurar textos, imagens, livros, músicas. Gosto de conversar horas a fio ao telefone, mesmo que sejam aquelas conversas banais. Gosto de não saber tudo. Gosto de fazer as pazes. Gosto do meu coração anti-stress. Gosto de tirar fotografias a tudo o que vejo. Gosto de pensar que o futuro vai ser brilhante ao lado de alguém com quem desfrute em plenitude de um amor sincero e verdadeiro. Gosto de pensar que quando casar, será para sempre. Gosto das quatro estações do ano e dos quatro elementos, sem excepção. Gosto de mãos masculinas, com dedos compridos, delgados e imponentes que transmitam segurança ao flanco feminino. Gosto de uma boa saída sexta-feira ou sabádo à noite para descomprimir. Gosto de gostar. Mesmo que seja gostar por gostar.

27.12.05

Dezembro é sempre sinónimo de férias, Natal, família, balanço e despedida de um ano que voa das nossas mãos. Olho para trás e vejo lágrimas e sorrisos, alegrias e angústias, dias nublosos e outros resplandescentes, tudo misturado. É por isso, que gosto de ficar fechada em casa num ou em mais do que um dia, no final do mês de Dezembro, para o balanço do que fiz, do que não fiz, do que quero fazer.
Numa época em que cada minuto vale uma hora e em que cada hora passa a correr espero ter tempo. Tempo para parar e sentir, para reavaliar prioridades, para oferecer a quem merece, para hoje sem a preocupação de amanhã.
O Natal já passou mas vem aí o Ano Novo. A correria, a azafáma, a euforia, a ansiedade, a esperança, o optimismo, a alegria, etc. todos estes adjectivos e nomes personificam a passagem de ano.
Cabe a cada um de nós ser feliz e fazer felizes todos aqueles que conseguirmos! No meio de todo o barulho e agitação que percorrerá a noite de 31 de Dezembro desejo que arranjemos um segundo para ouvir o suave múrmurio do nosso coração: ele recorda-nos que, no fim, permanecerá o Amor... Um ano de 2006 cheio de boas surpresas! Que permaneçam :)