Quanto gosto do cheiro do teu pescoço, do perfume que me envolve os sentidos, da textura dos teus abraços, da maciez da tua pele, da tua barba e do toque dos teus lábios. Gosto de ter ver a dormir e acordar. Gosto do teu timbre, do teu olhar luzidio e do sorriso. Gosto tanto do teu sorriso e das tuas palavras. Da forma como as empregas e de como me acariciam. Gosto do teu peito e de encostar a cabeça nele. Gosto de adormecer assim ao som dos batimentos cardíacos. Os teus. Gosto que te lembres de mim e gosto dos teus presentes. Gosto de sentir as tuas mãos na minha barriga e de quando me arrepias.
E, é indiscutível que parte, grande parte, da mulher em que me estou a tornar e que sou hoje, foi moldada no teu aconchego. Dos teus braços, da tua pele e do teu cheiro. Repito-me, mas é verdade. Contigo percebi o amor em plenitude. Que ele também vem em espasmos e sussuros, que há sentidos que vão mais além do toque, que o prazer acossa-nos e que o limite é a aceitação das partes. E depois vem a ternura. A ternura dos afectos espelhada em cada olhar. Em cada "amo-te muito" seguido de um abraço onde se sente o bater sincronizado do coração. O prazer ritmado. E a cumplicidade de quem se lê e se entende nas entrelinhas. No que não se disse mas pensou. No que se quer mas não se confessou. E a serenidade. O saber esperar pelo outro. E a impaciência e o querer tudo e agora. E a certeza. A certeza de que uma relação destas é assim uma coisa que só acontece muito de vez em quando. E, eu tenho a sorte de te ter. De partilhá-lo contigo. Todos os dias.´